AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O Crucifixo sinal de confiança

 

 

O Crucifixo sinal de confiança



Já abordei com pormenor sobre oratórios que existiam em cada casa. Alguns ainda existem em casas antigas e são verdadeiras obras de arte.
Consta que o Senhor do Alívio fazia parte de um oratório duma família antiga da Abelheira que o doou à Capela, depois do cruzeiro que lá existia com alpendre se ter transformado numa pequena capela cuja bênção foi em 20 de Outubro 1916, concedida autorização por D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga.
Hoje o crucifixo é pouco visível nas casas novas, nos apartamentos e não sei se ao peito das pessoas.
Nunca devia ser usado como amuleto, como acontece com alguns pupresticiosos. Trazem o crucifixo e outras coisas mais à mistura que perturba a mente de qualquer “semelhante” sensível à gerência e à fé esclarecida.
O crucifixo é um objecto que deve inspirar-nos confiança. É bom contemplá-lo nas nossas casas, igrejas domésticas. É bom que cada um se fizesse acompanhar ao peito ou bolso essa imagem de um Deus feito Homem que, como tal depois de nos comunicar a mensagem do Pai Eterno, expira crucificado numa cruz com a cabeça coroada de espinhos e inclinada sobre o seu peito, com olhos vidrados, face sofredora cheia de sangue precioso, coagulado. Contemplar os pés e as mãos trespassadas e as chagas dos algozes...Faz doer o coração sensível de qualquer um.
Tudo isso por mim, por ti, por nós...
Como é tão fraca a nossa fidelidade ao seu grande amor. Como nós devíamos ser uns para com os outros retribuindo assim tão grande afecto de Cristo misericordioso que tem uma paciência tão grande para tolerar as nossas fraquezas, ódios, orgulhos e vaidades...















Antigamente nas escolas existia uma cruz nas salas de aula. Foram retiradas e, talvez por uma questão de liberdade religiosa, tinha o seu sentido, mas nesta terra onde a maioria ainda é cristã...talvez não viesse mal ao mundo por isso. Seja como for, também já nem se fala de Deus ou de Jesus às crianças...Os pais pedem o baptismo para os filhos, mandam à catequese, mas a oração ou simplesmente falar de Jesus, de Deus que nos Ama e que nos pede para todos sermos bons, amando os outros, isso está esquecido. Não é conversa para casa , nem para a rua!
O dinheiro, as coisas materiais, cómodas da vida, o cartão de crédito, o pedido de crédito bancário...Etc...É a maior preocupação.
Depois os catequistas são uns exigentes, dizem. A Paróquia não tem catequese à semana e devia ter. Vou para onde me der mais jeito. Ao fim de semana é para descansar e passear e ir aos shoppings, não há tempo para a oração, para a missa, para a catequese nem num lado, nem no outro.
À conta que vão à terra dos avós, ao fim de semana, acabam por não fazerem prática religiosa em lado nenhum, nem os pais, nem as crianças.
“Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”. “Tudo é possível àquele que crê”.
A confiança em Deus é uma esperança que Ele não nos faltará com nada. Ele será a nossa luz e a nossa salvação e nos protege. Ele há-de nos ajudar nas nossas necessidades materiais e não nos preocuparmos com o futuro.
Se somos culpados, não tenhamos medo do Salvador; não foi para nós, especialmente, que Ele desceu à terra?
Jesus perdoou a Madalena, à 3ª negação de Pedro, a Zaqueu e abriu o céu ao bom ladrão.
Oh vós, que andais para aí!... Depressivos com problemas de vida conjugal, com o 2º matrimónio, com o estigma de condenados ou pecadores, Jesus continuam a dizer-vos: “Vinde a Mim que sou manso e humilde de coração”. Continuai a rezar, a confiar em quem tudo pode. O nosso Deus é grande em Misericórdia, na Bondade, no Amor, na justiça.
Ele nos há-de salvar.

Amigo, se me lês não te esqueças que este é um valor a defender. Se a tua fé é grande, será igual à tua esperança e seremos todos felizes porque, na tranquilidade e serenidade, este objecto nos inspira para uma vida eterna, afastará de nós todos os medos e com este sinal da cruz, venceremos todos os males!...

DALA


A Dala
Houve tempos em que a louça era lavada fora de casa, mas quando começaram a cozinhar numa lareira) nas cozinhas da casa, começou a ser introduzida a Dala foi como mais um objecto de riqueza e fidalguia, geralmente em pedra  e surgiu a lavagem nas respectivas dalas. A Dala tinha um sulco em toda a extensão com alguma inclinação interior para a água correr e suja sair por um ralo para fora.






Esta dala, fora do sítio é de 1916

Assim como havia lareiras grandes de famílias ricas e numerosas, havia também dalas maiores e muitas vezes um terço ou metade ter uma inclinação maior para mais facilmente a água correr.
Hoje já não há “dalas” ou melhor, as Dalas tomaram outro nome, são as bancas que podem ser de vários metais ou outros tipos de pedra com um ou dois pios para se lavar a louça tornando este trabalho mais cómodo até porque a água chega pelas torneiras que estão sobre os pios, quente ou fria e a higiene da louça dos tachos que cozinham a comida, também mais fáceis e cómodos para os tornar frescos, confortados, e prontos a continuarem  o seu trabalho no mesmo dia o a seguir ou no dia seguinte.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Saudades de Goa PATRIOTISMO


Saudades de Goa  PATRIOTISMO


Quando ouço falar de Goa surge em mim um sentimento muito forte de saudade...E de lá voltar, pois outra coisa não pode acontecer a quem lá foi comigo.
Parecia que estávamos em Portugal. Era notória uma civilização diferente e bem marcada pela presença portuguesa.
Goa foi conhecida pela “Roma do Oriente”. De facto, monumentos, igrejas, em todo o lado fazia lembrar Portugal, até mesmo os nomes das ruas.
Cheguei lá com um grupo de 70 pessoas depois de termos visitado Bombaim, em 14 de Agosto de 1995, onde ficamos todos instalados no Hotel do Forte da Aguada, (um antigo Forte transformado em Hotel) um excelente Hotel de Pousada, de praia, num local muito romântico.
Pela manhã, do dia 15, recordo o içar da Bandeira Nacional à qual assistimos com respeito.
Este içar da Bandeira devia-se a um dia especial para os indianos e no final foi-nos oferecida uma bebida e um doce próprio que não me lembra o nome.
Foi um gesto muito simpático da parte dos indianos goeses para connosco.




Orientados pelo guia local, o jovem Bento Rodrigues a falar português com alguma dificuldade, mas fez bom serviço, lá fomos para visitar a capital do antigo império português no Oriente, onde agora não passa de uma grande aldeia cheia de conventos, igrejas e casas de estilo português e muitos testemunhos do cristianismo. Destaco a Igreja e o Convento de São Francisco de Assis, a Basílica do Bom Jesus que contém os restos mortais de S. Francisco Xavier, a Igreja de S. Caetano, de Santa Catarina e a antiga catedral da cidade onde nos encontramos com o cónego Viegas, já velhote, que falava o português e dos portugueses com muita saudade. Ele ainda tinha saudades do Salazar porque se vivia melhor em Goa. “Agora é uma miséria”, dizia ele.
Ao fim da tarde desse dia, fizemos um cruzeiro no Rio Mandovi com folclore português e jantar no próprio barco.
No dia 16, depois de visitar várias praias como Marmagão, Pilar e Colva, saímos para regresso e por causa do uso de alguns condimentos de alguns, corremos o risco, na escala que fizemos em Bombaim, alguns colegas, terem de ficar por lá internados. Não aconteceu, felizmente, e todos chegamos ao Porto muito bem, mesmo aqueles que tiveram problemas, com a ajuda dos médicos que acompanhavam o grupo, também já estavam rarefeitos dos seus males... E do susto.
 Este território foi conquistado em 1510 por Afonso Albuquerque e foi português até 1961.
Na Costa Ocidental da Índia, com uma área de 3702 Kms2 e com cerca de 1.500.000 mil habitantes, onde se fala o konkani, hindo, o inglês e o português.
A religião predominante é o Hinduísmo com cerca de 60%, catolicismo com 35%, Islão com 3,5% e outros com 0,5%.
É um dos mais ricos estados da Índia. O rendimento per capita é 2,5 mais que o da média nacional. Vive, sobretudo, do turismo. Talvez entre 30.000 a 50.000 falam o português. Em 1980, extinguiu-se o último jornal publicado em português e muito durou. Desde 1961 que a Índia tomou posse administrativa, reconhecida após o 25 de Abril e integrado como um novo estado da Índia, em 1987.
Ainda hoje há cartazes em português na capital Panagi e nomes de ruas...
Quem vai a Goa sempre pensa lá voltar!...




domingo, 10 de dezembro de 2017

Cristão, homem de risco


Cristão, homem de risco





Jesus foi um Homem de risco ao trazer uma boa nova de paz. Ele articulou um risco com dois aspectos, o conflito e a paz, num projecto de vida que o fez salvador da humanidade.
Na cruz de Jesus, encontramos a verdadeira e autêntica chave, segredo, mistério que não foi um mero acidente do seu caminhar, nem algo que casualmente lhe aconteceu, mas o desenlace de uma série de conflitos que ao longo de toda a sua vida terrena foram crescendo...
Não lhe faltaram conflitos com as autoridades judias, sobretudo com as sacerdotais, as farisaicas, com as normas romanas e até com a família.
A cruz foi o culminar de uma morte civil e estigmatizado como amigo dos pecadores e publicamos, possuído do demónio, como louco, sedutor do povo, subversivo da ordem pública, (Jesus Nazareno Rei dos Judeus).
Por outro lado o anúncio central de Jesus se formula quase sempre no Reino de Deus, como o Reino da paz. Foi assim que os discípulos enviados por Jesus anunciavam a “chegada do Reino de Deus ou a paz a esta casa” e aquilo que os caracterizava é que eram apontados como “os filhos da paz”.
A paz de Jesus não era uma tranquilidade cómoda para os poderosos.
O risco da vida de Jesus é um elemento central como proclamação de paz no seio de uma sociedade conflituosa e injusta. É, portanto, de Cristo que nasce o núcleo de uma forma nova de viver o conflito social.
O que se faz discípulo de Jesus, o cristão assumido, nunca poderá renunciar à justiça no reconhecimento da dignidade e desigualdade de cada homem, pois ele é a base imprescindível para a paz, mas não basta; uma paz farisaica seria desumana: A letra mata e o espírito vivifica!
Para além disso no meio do conflito tem de haver sempre o objectivo da reconciliação, como o diálogo, o reencontro entre as pessoas, ou a pessoa em si mesma.
A não-violência ou a renúncia à vingança supõe uma grande confiança em Deus e na sua justiça, uma fonte de comportamentos de superior qualidade ética, como diz São Paulo aos Romanos (em 12. 14-21).
Isto significa auto controlo, fé, confiança divina, esperança e amor. Perdoar e amar os inimigos, desenvolver esta mesma ideia cujo o espírito o poderemos entender apenas integrado no ideal do Sermão dos Bem-Aventurados. Este é o amor desinteressado, o mais gratuito, aquele que nos faz mais filhos de Deus, nos identifica mais com Cristo, seu divino filho, Jesus.
Aqui nascerá a grande autoridade moral da Igreja para poder fazer propostas evangélicas do perdão e arrastar os outros.
Jesus não fez uma proposta política ao contrário do que alguns procuram insinuar. É uma proposta completamente nova e inovadora!
Deus não faz acepção de pessoas segundo S. Paulo, desde que haja temor a Deus e pratique a justiça, Ele com nada lhe faltará. Jesus Cristo é a nossa paz, continua S. Paulo, e fez-nos família de Deus. Há que “edificar a comunidade” onde estamos inseridos, por isso, desenvolve também S. Paulo muito a doutrina do Corpo Místico de Cristo em que Cristo é a cabeça e nós os seus membros.
Construir a paz é construir a família igreja doméstica, é construir a comunidade de comunidades ligadas ao seu Bispo e ao Papa.
Este é o contraste pelo que a mensagem de Cristo é uma mensagem de risco não porque seja política, mas porque é vivencial e nasce do coração das pessoas que são um todo com Cristo que deve aspirar ao enriquecimento espiritual, material e culturalmente tanto no aspecto individual como social.
A mensagem é para todo o povo de Deus e não para criar proselitismos sejam de que cariz for.
Talvez alguns movimentos da Igreja hoje queiram chamar a si toda a atenção, como sendo os únicos válidos, os únicos detentores da razão esquecendo a liberdade que é outro dom de Deus ao homem, tanto para o bem como para o mal, mas que o responsabiliza e o compromete.

Todo o homem que se preze de ser cristão tem de ser uma pessoa de risco, mas tem uma certeza, é que nunca está só. Cristo está com ele e, se os outros fizeram a mesma comunhão da co-responsabilidade eclesial, então sairá sempre vitorioso como o Mestre que venceu a própria morte, ressuscitando.

Bacio

Bacio
No primeiro volume já escrevi sobre o assunto, mas antes de a retrete existir em casa, e não servia para mais nada que dejetar ou urinar, pois o banho também já descrevi noutro sítio sobre higiene do corpo.
Nessa altura em que a retrete ou a “casinha” era fora de casa, no eido dos animais ou no meio da horta havia uma vasilha própria para as primeiras necessidades durante a noite era o bacio, também conhecido por penico.
Era o objeto para todos os dejetos que pela manhã era despejado em lugar próprio de época.
Havia várias qualidades de bacios em porcelana, em cerâmica, em folha-de-flandres, em latão pintado ou não, com mais ou menos flores pintadas pelas paredes exteriores, como o exemplo que aparece na foto.







Este objecto ainda é utilizado, mas tem tendência próxima de deixar de existir. Agora já começa a haver banheiro, lavatório, sanita e tudo o mais que faz falta para a higiene pessoal em quarto de dormir, ou no corredor bem perto de todos.
Lá se foi o penico com a sua asa e aqui fica nesta foto registada para memória, embora seja apenas uma espécie de muitas variadíssimas espécies que existiam, mas é o único que conservo nos meus registos.

Outra coisa que já foi há muito, foi o papel higiénico que antigamente era o papel de jornal, ou outro talvez mais duro. Recordo que quando regressei de S.PETTERSBURG de comboio, foi-nos indicado um hotel de turismo, junto à Praça Vermelha para serviços e quando entrei numa casa de banho havia rolos de papel de jornal cortado e como era tanto, não faltava papel estendido ou desenrolado pelo chão fora. Nessa altura já foi escândalo para todo o grupo.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Chupa-chupas


Chupa-chupa

Quando era criança recorda-me vagamente de que o modo de calar as crianças quando não havia chupeta, era fazer um “aloque” com açúcar, isto é, manter açúcar num pano como um boneco ou boneca bem apertado para meter na boca da criança.


Já começa a criança a chupar, a sugar o açúcar e a adormecer ou a acalmar.
Quando já mais crescido apareceram os chupa-chupas em forma de cone com base num palito conforme a fotografia que junto. Era duro porque era açúcar acaramelado, algo arrefecido e lançado num papel em forma de cone à volta do dito palito.
Esse chupa-chupa andava na boca de muita gente sobretudo dos mais novos.
E isto de meter na boca e chupar ou sugar repetidamente chamou-se talvez por esse motivo chupa-chupa de que exponho fotografia.
Hoje os chupa-chupas são outros e muito diversos, uma guloseima para crianças e adolescentes às vezes, requer-se algum cuidado porque estes chupa-chupas modernos de que mostro fotografia podem incluir químicos nada favoráveis à saúde orgânica ou psicológica das crianças.



Estes chupa-chupas nada têm a ver com Salvador Dali , nem com qualquer outro dos tempos mitológicos.