AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A Floreira

A Floreira

As plantas em casa eram mais frequentes do que hoje e houve tempos em que existiam suportes em madeira, as floreiras, onde colocavam os vasos com plantas de diversificadas espécies nas salas e nas varandas das casas dando assim uma certa decoração e boniteza às casas quando recebiam visitas, faziam almoços de sarrabulho e festas da terra, onde as famílias ou os vizinhos mais próximos, conforme os casos, até amigos de longe que convidavam. Nessas salas grandes das casas, com tectos tipo masseira em madeira ou em gesso trabalhado, eram servidos os almoços de casamento até ocuparem as salas e as varandas, numa maior intimidade familiar, não só com a família, mas também com amigos.
Aqui fica um desses suportes velhinho, abandonado e à espera de uma mão para a levar para o lixo ou para uma fogueira. Quem sabe se para um museu?

AS TALHAS DE AZEITE


AS TALHAS DE AZEITE

As Talhas, bilhas de azeite era o vasilhame utilizado para guardar o azeite. Eram vasos em cerâmica vidrada para melhor perseverar melhor o fruto da oliveira tão necessário na alimentação. Hoje, há meios para fazer azeite de outros frutos cada um com as suas propriedades muito diversificadas e mais ou menos úteis à saúde.
O fruto da oliveira é o alimento antigo e clássico da culinária de hoje, regular nas dietas dos nossos dias e presente em toda a parte nas cozinhas. Além dos benefícios para a saúde, o azeite é um aditivo natural que dá à comida um sabor e aroma especiais.
Esta árvore já existia 3.000 anos A. C. e uma existente no Horto das Oliveiras é-lhe atribuída hoje a idade de 3 000 anos, portanto já existente no tempo de Cristo, conservada por acompanhamento técnico.
Este óleo, como se apresenta este produto da oliveira foi muito usado desde a época pagã a favor dos deuses e muito explorado na Bíblia pela religião monoteísta e continuou antes de Cristo e depois de Cristo nas unções e, não é por acaso que o ramo de oliveira, é o símbolo da paz.
O azeite é o produto mais exportado de Portugal, pelo menos o primeiro e, no fabrico, nos lagares do azeite, os azeiteiros, podem conforme o trabalho expresso qualidades das azeitonas
podem produzir diferentes tipos de azeite com mais ou menos acidez, mais fino ou menos.
Para além disso, no azeite, por pouco tempo para não ganhar ranço eram conservados os chouriços, mas o azeite ficava também rançoso e com mais acidez. Assim foi...pelo menos assim conheci...
Estas talhas foram usadas para guardar azeite e podemos ver a diferença, no exterior, das próprias talhas os efeitos corrosíveis do próprio azeite nas respectivas bilhas.
Normalmente estas talhas eram guardadas nas adegas perto dos pipos ou dos tonéis de vinho. Também em alternativa onde eram guardadas as salgadeiras e cereais.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O LIMPADOR





O LIMPADOR era um instrumento de trabalho imprescindível na casa do lavrador. Com ele era o milho expurgado da moinha e do pó através do movimento transmitido por uma roldana que fazia com que umas pás de um sarilho no interior fizesse vento e levar o pó e a moínha pelo ar, bem como transmitia movimento a um corpo inclinado por onde caía o milho sobre um gávito ( cesto ou outra coisa qualquer). O milho caía da muega por uma abertura no fundo da mesma e passava pelos crivos em movimentos baloiçados, saindo lateralmente pedras ou pedaços de carunhos, carolos que eram partes do caroço (massaroca ou sabugo) da espiga do milho, onde o milho se desenvolveu até secar e ser malhado.
Às vezes, para ficar bem limpo, repetia-se a acção.
Era usado também no centeio e aveia, mas os crivos do limpador eram mais finos, portanto tinha de haver mudança dos mesmos. 
Ao feijão também era feito o mesmo, mas depois eram usado os crivos ou peneira manuais com rede mais fina ou menos conforme os casos.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

"A tirada das batatas"






Estas mulheres de Dem andavam a apanhar batatas. Entre as batatas semeadas punham alinhamentos de couves. Por isso entre as couves que se vêem, elas lá andam de sachola na mão a procurar levantar a terra e por vezes lá cortavam uma batata porque não as viam. a não ser o pé que levava aos tubérculos.

Não era um trabalho fácil sobretudo porque passavam todo o tempo com o corpo quase em ângulo recto e, depois, para juntar os frutos faziam flexões com o corpo todo o tempo. Às vezes este trabalho juntava familiares, vizinhos, amigos e jornaleiros e alguma folia cantando, matando a sede com vinho, mas mais comum a água com limão. Na hora da merenda lá iam juntar-se à sombra para junto de um cesto, ou alcoviteira, ou até um a condessa onde era transportado azeitonas, ovos cozidos, pataniscas, chouriço, pão boroa, eu sei lá...O que cada podia em quantidade e qualidade. Era o momento mais agradável e havia que andar porque era preciso acabar o trabalho.

cadeirão

Um cadeirão de outros tempos. Esta foto é de um que existia na casa dos brasileiros e já serviu de modelo para pessoas que quiseram aproveitar o estilo.
Não é confortável como os da agora, mas é bem confortável para aquilo que parece.

Mesa de uma cozinha

Esta era uma cozinha grande na casa de um lavrador e a mesa só ocupava espaço. Estava embutida num dos armários como se fosse a porta do mesmo, onde eram guardadas coisas de uso na cozinha. Quando se trata de comer à mesa, era aberto o armário e a porta na vertical ficava em paralelo com o sobrado pousada sobre uma tábua mais ou menos à largura da mesa. Era bastante comum fazerem este aproveitamento para poupar espaço nas cozinhas.
Ainda hoje aparecem em casas novas coisas destas não só na cozinha, como nos quartos com as camas...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

AS CHOURIÇAS E OS CHOURIÇOS

Depois de retirado o fato iam lavar ao rio as tripas que aproveitavam para fazer chouriças de sangue e farinha e alguma gordura,as "farinhotas"; as curiosas de sangue,gorduras do véu do fato do porco; as de cebola com sangue, gorduras,couros,temperadas com sal,pimentão picante,doce e menta conhecidas pelas chouriças de sanguinhas e chouriças de carne feitas com carne depois de estarem um tempo em vinho e alhos "vinha d' alhos" e com os ingredientes de tempero das sanguinhas, estas, normalmente, eram chamadas de salpicões e feitas da tripa grossa embora houvesse chouriços de carne também em arco e o "pedro" do porco era o melhor, de melhor e grande febra.
Esperavam as chouriças o fumeiro que existiam sobre as grandes lareiras que por alguns dias, enquanto elas pingassem, não se podia subir para os bancos da lareira, nem para o "tibanco" que era o banco dos mais velhos da casa, o casal que já eram muitas vezes os avós.
Por baixo e na lareira eram feitas fogueiras que pudessem produzir fumo que, como fruto da combustão, também libertava o monóxido de carbono que inspirado podia matar por isso evitavam exageros para mais depressa secarem as chouriças.





Matar o porco

Depois o porco era "esqueimado" com tochas de palha centeio, ou aquilo que tinham à mão, como ramos de giesta seca... Era assim queimado o pêlo. Depois lavavam o porco e raspavam bem o couro com um caco de telha ou faca ficando todo o porco com o couro dourado. Só depois era erguido sobre o dorso, o lombo para ser aberto tirando tudo a começar pela colada que era o coração e pulmões, etc, depois abriam com muito cuidado o fato que era tudo o que estava dentro do peritoneu sempre bem lavado com água misturada com vinho.
No final pelos tendões de "aquiles" era dependurado de um dia para o outro para escorrer bem ou secar. Só depois era esquartejado.




Matança do porco

Quando chegava o tempo frio, isto é, entre Outubro e Março, o lavrador, chegado o tempo das matanças, o lavrador matava os seus suínos. Entravam 2 a 3 homens no curral e procuram dar-lhe uma laçada metendo-a no focinho e no maxilar direito para o puxarem para fora do curral até a um carro de bois que já estava preparado para isso e quatro homens lançavam-no deitando no carro com a cabeça sobre o cabeçalho do carro para o prender bem a ele com a corda. Enquanto o bichinho chiava bem alto metiam-lhe uma pedra na boca, prendiam-lhe as pernas e cada homem posicionava-se para não o deixar fugir e o matador, depois de bem segura com duas mulheres a posicionar o alguidar por baixo da gorja onde o matador com uma grande faca tipo lança incorporada que iria servir para dar "o golpe de misericórdia".

Pente das batatas

Este pente é um instrumento que se apensa a um arado para levantar as batatas para a tona da terra e, deste modo, há que haver pessoas que as apanhem...

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Manípulo de um curral

Um manípulo numa porta dum curral. Tenho fotografia de uma fechadura de madeira com chave de madeira de uma casa publicada no meu livro "Abrindo Portas", mas as portas dos currais usavam aldrabas de madeira. Aqui vemos como da parte exterior funcionava numa porta que registei a aldraba através de um manípulo bem grande

Gamela de padejar

Uma gamela para bater ou padejar a massa levedada e fazer dela a bola para colocar na pá de madeira comprida que com a qual se iria pôr em determinado campo do forno. Dentro desta gamela tem uma pá de ferro pequena, era a ferreta, que servia para limpar melhor os desperdícios da massa. Uma pá de madeira pequena para ajudar a escaldar e a andar com a farinha na masseira. Uma pá de ferro grande a que lhe para limpar o chão do forno, ou o lar do forno, das brasas e o vasculho para limpar o lar do forno das cinzas. Aqui se vê uma ferreta, uma pá de ferro terminada em forma de concha para apanhar melhor a boba do forno, ou lançar cinzas junto da porta antes da bosta, ou por cima da mesma em toda a volta.






O PORRÃO

Um porrão onde antigamente era guardado o pingue (gorduras do porco cozidas) e aí eram conservados alguns alimentos com rojões que aí se conservam por alguns meses. Era o congelador daquele tempo.
Também se utilizavam para salgar sardinhas que seriam conservados depois de tomadas de sal, outro conservante, e eram comidas mais tarde as ditas "sardinhas de salmoura"
Agora é tudo mais prático com as arcas ou os frigoríficos, embora quem queira "sadinha de salmoura" suponho que não têm outra solução, senão recorrer à forma antiga.
Não deve ser muito bom para a saúde.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

SEIRAS OU CESTAS

Esta foto de 1943 é de um romeiro a S. João de Arga e neste grupo vêem-se as seiras feitas de junco e outras mais largas e altas de verga com tampas de fechar que já tinham outro nome. Ainda as conheci muito bem, mas não recordo o nome. Faziam as vezes das Seiras de que já abordei. Teria o nome de cestas(?), agora me veio à cabeça?
Eram feitas de outros material, fitas de cana ou de vimes.
A Rosa Gomes Viana lembrou-me que os nomes mais conhecidos como as das seiras são alcoviteiras e as cestas de verga conhecidas por condessas.


Lavar um sobrado ou o soalho






Dois caixotes de assentar os joelhos para se esfregar o sobrado, o soalho, o chão, de madeira de pinho, carvalho...O caixote facilitava o trabalho porque este era feito de joelhos e evitava de os molhar, molhar roupa. Um tem asa e outro não. A asa ajudava a movimentar o caixote, normalmente, ao recuo, pois ia-se lavando e recuando do lavado para o sujo. Água, escova de (piacá) piaçaba e sabão amarelo. Foi coisa que me passou pelas minhas vivências de criança. Gostava de dar à minha mãe a alegria de chegar do campo a casa com as jornaleiras e ter almoço feito e casa lavada.

Mereenda 2

A seira também de levar as merendas para os campos, ou para as romarias. Tanto podia ser levada na mão como à cabeça se fosse muito pesada.

Merenda 1

O cesto da merenda que era levado à cabeça com a rodilha ao lado

Palha milha

Quando não havia terreiro que chegasse, às vezes, as copas de palha milha eram postas a secar assim encostadas a um muro e na berma da estrada.

ENFEITES DE SENHORAS

As mulheres de Dem e Arga de S. joão usavam fazer com os cabelos "caracóis" com um garfo quente e molhado em azeite para caírem pela testa abaixo. Desfolhavam o milho e punham as espigas a secarem na eira.

energia eólica

Assim se foi descobrido a energia eólica

PORTA DO FORNO

Foto de Paróquia N Sra Fátima.

Para cozer o pão no forno usava-se a porta que tranca o calor do forno que tinha sido aquecido com bastante lenha. Normalmente utilizava-se uma porta de chapa de ferro ou de madeira, mas a que se mostra na fotografia é de xisto e contém a usual cruz para que o forno dê fruto sagrado que nos alimenta e dois furos para espreitar se a pão estava ou não cozinhado.
As portas eram calafetadas em toda a volta com bosta de gado bovino.

Ainda a Masseira



Uma masseira grande para maçar algumas rasas de farinha para fazer pão. Esta masseira quer dizer que ali à beira havia um grande forno. A massa que se vê preparada é possível que não vá além de duas rasas.
Depois de bem amassado com as mãos, os braços e os dedos, isto é, espremer a massa com as mãos até fugir por entre os dedos havia que juntar à massa o fermento, um bocado de massa que fica de outra anterior. Tudo pronto ficava a massa a levedar. Em algumas regiões era um serviço dado aos homens, mas não tinha significado até porque noutras eram as mulheres e o pão era bom na mesma. O que se estava a fazer neste momento era tirar massa para servir de fermento no trabalho seguinte. Utilizavam-se a pá pequena de madeira que ajudava a andar com a massa e uma pá férrea para limpar a madeira. No final se faziam três cruzes em cima daquela massa  e se dizia a seguinte oração: são Vicente te acrescente, são Mamede te levede e são João de faça pão em louvor de Deus e da Virgem Maria. Era rezado um pai-nosso e uma ave-maria.
         Este trabalho era para qualquer pessoa que entendia o trabalho e quando eu tinha 11 anos já fazia este trabalho para me adiantar à mãe que sabia que havia de chegar para fazer este trabalho.

sábado, 13 de janeiro de 2018

ENGARRAFAMENTO DE VINHO



O primeiro instrumento  em madeira para engarrafar vinho que conheci. Antes era usava-se outro mais difícil, menos prático.

A água

A água



A água é conhecida cientificamente com o símbolo químico H2O e é um elemento fundamental e integral da natureza,uma necessidade integral da vida na natureza!…
A água lava, limpa, purifica e, benzida purifica e diviniza. Coze os alimentos para dar vida, mas também mata e conduz energia, electricidade, corre e foge por entre os dedos de uma mão e é capaz de transmitir movimento até chegar ao rio e sobre a qual só se passa sobre ela, através das pontes que se fizeram sempre e se continuam a fazer.
A melhor, normalmente, rebenta do seio da terra nas fontes, nos poços artesianos que apanhá-la a mais ou menos profundidade da superfície da terra; podendo ser mais pura a mais profunda. Estes poços nunca devem ser feitos em terrenos perto haja cortes de animais, ou zonas conspurcadas, fossas ou junto a eles terrenos que são adubados com produtos artificiais. Claro, que se for para baixo do nível do poço, não se põe tanto a questão.
Tudo depende dos terrenos por onde ande a água até chegar à fonte. É por isso que nem todas as fontes têm água potável. E onde há dúvida a água pode ter uma purificação caseira através de uma fervura atingindo os 100 graus.

A que vem da chuva é sempre a que nós acabamos por beber, depois do seu percurso normal até ser colhida directamente ou na face da terra, nas fontes, nos lagos, nos rios, e nos mares. Indirectamente é dessa água destilada que nos alimentamos. Rebenta nas fontes normais que a água corre e cai, ou fontes em que a água jorra para o ar.
Os animais instintivamente procuram a água para saciar a sede. O mesmo acontece com os humanos. Toda a natureza necessita dela.

A água se não for profunda ou alta, ou decantante , porque “água corrente não mata gente” dizia-se, é sempre de desconfiar. Ela nasce, mas nem toda a que nasce é potável daí na fonte haver um aviso “água não potável” ou “água potável”, depois de observada pela entidade pública da região.
Ela deve ser capturada, aduzida por canais próprios, tratada, armazenada e distribuída ao serviço de todos.
É um elemento que pode ser purificado através da fervura, como acima escrevi, da filtração através areia, ou outros… purificada através de agentes químicos, como o cloro, o mais vulgar iodo, isto é descontaminar para que não faça mal e não mate.
Aquela que nasce da fonte é analisada normalmente e se é potável o será por muito tempo, mas não se deve acreditar que está sempre potável porque depende dos terrenos, dos adubos usados na área envolvente, insecticidas, ou então, perto de terrenos mais altos e ardidos.
Mais potável pode ser a dos poços e quanto mais fundos melhor, mas de ano a ano deviam ser águas analisadas. No entanto, se for fervida ou cozinhada não há que ter medo.
Quem tem acesso à rede pública por princípio nunca corre tantos riscos de contaminação da mesma, pois diariamente ela é analisada nos depósitos públicos.
A água como bem essencial, hoje, uma boa parte da população tem água potável da rede pública, mesmo nas aldeias pelo que dadas as dificuldades analíticas, às vezes, deixam-se as águas dos poços, para rega ou lavagens de terrenos, terraços, carros, etc…

Quando uma casa era alimentada pela água de um poço ao pé da casa e não existiam ainda as bombas movidas a motor, existiam outros modos de levar a água para casa. Era o odre, o cântaro, o caneco…Como chegava a água do poço aí?
Foram vários os instrumentos utilizados pelo homem para pegar na água através do cabaço, da picota, da cegonha, engenhos estes muitos simples e de madeira.
Num poço, um pouco mais fundo, ou com menos profundidade havia um balde e uma corda para lançar o balde ao poço e puxá-lo para lançar a água no cântaro até o encher e ser levado no ombro ou à cabeça para casa.
Depois, apareceu um aro na vertical do poço com uma roldana onde era mais fácil para puxar o balde da água para cima.
No entanto, começaram a descobrir o cilindro, ou o sarilho (de ferro ou de madeira) onde andava a corda e através dele descia o balde vazio e subia o balde cheio de água para ser despejado nos recipientes à mão para a transportar.
Este cilindro trabalhava suspenso por um eixo de cada lado do cilindro que jogava esse eixo sobre dois suportes fixados nos peitorais do poço. E era manejado por uma manivela.
Apareceu o engenho, a nora nos poços ou cisternas através de rodas de ferro com dentadas ou com espigões com cadeias metálicas de copos, alcatruzes ou também conhecidos por estanca – rios, isto é, vasos que elevam a água na nora, movida com uma alavanca à mão, ou por animais cavalares ou bovinos de olhos vendados para evitar a tontura ao som de uma mola que conforme se ia movimentando fazia um estalido. Depois apareceu a bomba mecânica movida a vento, o princípio das eólicas, através de uma ventoinha que ficava alta e, movida, bombeava a água para a puxar e movimentar; mas outras bombas mecânicas no sentido horizontal, vertical através de uma alavanca ou uma manivela quando era movimentada numa roda grande.

Depois apareceram os motores movidos a combustível. A seguir apareceram as bombas mais práticas eléctricas muito mais confortáveis e que a água da rede pública veio evitar todas estas formas.
Para transporte da água ou do vinho havia a cabaça, o odre, a bexiga antes do garrafão; assim era levada para matar a sede em qualquer sítio, no campo, por exemplo – água com sumo de limão e havia quem a açucarasse.

Quando a água era da fonte de chafurdo era metido o cântaro na água até encher e, retirado, conduzido para onde se queria. Noutras fontes mais pequenas o cântaro era enchido com outro recipiente e até com uma colher grande de madeira, como uma pá com rebordos mais altos e um cabo de palmo.
Cedo o homem começou a descobrir na água uma fonte de energia para mover os rodízios dos moinhos e estes moverem a mó móvel que trituravam o grão de milho e faziam dele a farinha mais fina ou mais grossa conforme a vontade das pessoas se para fazer pão e mais viva se para dar aos animais, ou fazer o ralão com o milho pouco triturado para dar aos animais, mais triturado para fazer caldo.

Assim se descobriu a fonte da energia eléctrica. A água em movimento, o ar em movimento, são ambos fontes de vida, mas, em movimento, têm força motriz que pode ser aproveitada para o homem ir mais longe, como o carvão que pôs a máquina em movimento, o calor e, agora, a luz solar descoberta também para produzir energia em qualquer lado.
A água utilizada para os moinhos era presa numa açude ao pé dum cubo como diz o povo, embora eu conheça e não lhe possa chamar cubo, mas um prisma trapezoidal de quatro lados com uma grande entrada, a conhecida, pela boca do inferno que ia mover os rodízios através da força motriz transmitida às penas do mesmo, às pás ou pernas conforme as regiões. Era desta forma que o rodízio transmitia movimento à mó móvel que sob a moega onde se encontravam os grãos de milho que iam caindo com mais ou menos volume para ser moído para dar farinha mais fina ou mais grosseira.

Assim precisamos todos de água, sol, ar e terra que produz as árvores e as plantas com os seus frutos que alimentam a gente, os animais, assim como os bichinhos e as aves…
As águas pluviais são imprescindíveis. É bom que chova o suficiente para manter o equilíbrio do ambiente ou da natureza, mas não para beber porque esta água era destilada obtida por meio da destilação (condensação do vapor de água obtido pela ebulição ou pela evaporação) de água não pura (que contém outras substâncias dissolvidas). E percorre a atmosfera trazendo consigo toda a poluição que anda no ar. Desse modo pode não ser só H2O. A destilação não evapora todos os sais.
É a água utilizada em laboratório ou industrialmente como reagente ou solvente, sendo também utilizada nas baterias dos automóveis e nos ferros modernos de "engomar". No entanto a água destilada é ainda necessária para muitos trabalhos científicos e até na medicina. Hoje, para além da água da chuva que cai destilada, ela pode ser encontrada, se necessário, por outros modos como a água que sai dos desumidificadores e dos aparelhos de ar condicionado. A água destilada se tiver de ser directamente consumida sem grandes problemas, deve ser compensada por uma alimentação com elementos que faltam à água destilada como sais minerais, bem como aqueles que combatam o dióxido de carbono que traz a água da chuva.
A água para ser potável tem de ter a fórmula química H2O e deve ter sempre um PH superior a 3 e inferior a 13, entre os valores de 0 a 14. Abaixo de 7 a água é mais ácida e o povo até lhe chama uma “água pesada”, quanto mais longe estiver para baixo do 7 pode ser prejudicial à saúde, assim como uma água com valores superiores a 7 é uma água alcalina e o povo chama-lhe uma “água leve” e menos prejudicial ao corpo, embora talvez aquela que se tenha um PH de 14, possa não ser a melhor. A água com um PH de 9 ou 10 faz com que o sangue se torne alcalino, assim como uma com PH de 4ou 5 torne o sangue ácido. Não sei qual é melhor, só a medicina se possa pronunciar, mas o meio-termo, um PH neutro de 7, mais coisa menos coisa não seja pior. Dizem que as doenças cancerígenas não gostam de águas alcalinas.