AVISO

Meus caros Leitores,

Devido ao meu Blog ter atingido a capacidade máxima de imagens, fui obrigado a criar um novo Blog.

A partir de agora poderão encontrar-me em:

http://www.arocoutinhoviana.blogspot.com

Obrigado

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Carrinho de Mão


Depois da Padiola para transporte vem o carrinho de mão de duas e de um a roda. Há os carrinhos de mão para transporte para o lavrador, como para os vendedores ambulantes, para feirantes, para os trolhas... Os carrinhos com cabeçalho e uma travessa na ponta para poder uma pessoa levantá-lo e movê-lo, ou com dois braços fechados para poderem ser movidos por mais que uma pessoa. 
Começaram por ser de madeira como a Padiola,depois passaram a ser de madeira com rodas mais macias, em vez de ferro, utilizaram os pneus. Rodas maiores e rodas mais pequenas. Apareceram a seguir os carrinhos de ferro e chapa, mais pesados e prontos a levarem mais carga. O que se mostra na foto é o suficiente para compreender o que era esse carrinho com umas rodas de ferro e uma tabuletas laterais.
Hoje são diferentes estes carrinhos de mão com chassis ergonómico para maior facilidade de descarga, mais reforçado e rígido que oferece mais estabilidade, desenho diferente e pega bimaterial o que permite mais conforto.





terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Padiola


A PADIOLA

Nesta foto vemos uma Padiola. Esta é das mais fáceis e vulgares utilizada pelos lavradores e não só. Este instrumento de trabalho serve para transportar algo e a ser levado por duas pessoas. A padiola pode ser um tabuleiro rectangular com dois varais laterais de um lado e de outro, como uma liteira, cama, maca, ou charola e andor onde, por exemplo o lavrador carregava palha, feijão o que fosse necessário e, em muitos lados serranos, ou de caminhos difíceis até era usada para levar o caixão com o cadáver para a igreja. Esta que se mostra não é como tabuleiro, nem uma liteira, é aberta e apenas há travessas de madeira ao centro dos braços paralelos e que os unem e que saem dos dois lados para poderem pegar nela. Assim é mais leve e mais abrangente

domingo, 28 de janeiro de 2018

Travessas

Esta travessa já é evoluída e era nela que era servido o cozido na mesa, ou o presigo do sarrabulho, o arroz...Ou iguarias como a arroz-doce, enfim para o que fizesse falta para a família que era sempre numerosa,ou também para os amigos em dia de festa. Havia uma redondas em que era levado o almoço aos campos onde andavam a trabalhar várias pessoas ou alguém com os/as jornaleiras. Todos sentados à volta da travessa comiam, não havia pratos, mas com os talheres, garfo ou colher todos iam buscar a ela o que queriam para comer e esgotá-la de um arroz de padre-nossos, de uma feijoada, por exemplo.

Espantalhos

Os espantalhos que os que cultivavam a terra punham para evitar que os pássaros comessem as sementes lançadas à terra ou os frutos.
Quando os pássaros chegassem tinham medo e não paravam por perto. Havia muitos modos de fazer o mesmo. Este é só um dos modos...

Caneca

Uma caneca de cerâmica muito popular durante muitos anos e utilizadas nas casas, nas tabernas ou tascos e na restauração. Havia desde o quartilho até aos dois litros. As grandes eram muito usadas para o champarrião.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

GRADEAMENTO E MISSA

AS Carmelitas assistiam à missa numa sala que as separava da assembleia e as punha a ver o altar e o sacerdote com duas grades, uma do lado de dentro numa parede de cerca de 1,5m e outra , a que observamos agora na foto do lado de fora com os pinos de mais de 10cm

Casa do Caseiro do Cónego Pires

Aqui na Abelheira esta casa era da Viscondessa de Montedor que seria para a nova diocese de Viana do Castelo com outros bens maiores e acabou por ser do Cónego Pires, António Gonçalves Pires, que foi Vigário Geral da Arquidiocese de Viana do Castelo e que abandonou e em 1959 foi para o Brasil.
Foi a casa do caseiro, António Fernandes Puga, que faleceu a caminho dos 100 anos e deixou testemunhos muito interessantes deste Cónego.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Igreja

Na década de 80 as imagens e os altares da nossa igreja paroquial foram limpos por uma artista com o apoio da IEFP. Vê- se nestas imagens como elas estavam antes e como firam depois de limpas com materiais próprios. Faziam muita diferença depois de 200 anos a artista declarou que nunca tinham feito qualquer trabalho e ela chegara à originalidade dos altares e das imagens.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A Floreira

A Floreira

As plantas em casa eram mais frequentes do que hoje e houve tempos em que existiam suportes em madeira, as floreiras, onde colocavam os vasos com plantas de diversificadas espécies nas salas e nas varandas das casas dando assim uma certa decoração e boniteza às casas quando recebiam visitas, faziam almoços de sarrabulho e festas da terra, onde as famílias ou os vizinhos mais próximos, conforme os casos, até amigos de longe que convidavam. Nessas salas grandes das casas, com tectos tipo masseira em madeira ou em gesso trabalhado, eram servidos os almoços de casamento até ocuparem as salas e as varandas, numa maior intimidade familiar, não só com a família, mas também com amigos.
Aqui fica um desses suportes velhinho, abandonado e à espera de uma mão para a levar para o lixo ou para uma fogueira. Quem sabe se para um museu?

AS TALHAS DE AZEITE


AS TALHAS DE AZEITE

As Talhas, bilhas de azeite era o vasilhame utilizado para guardar o azeite. Eram vasos em cerâmica vidrada para melhor perseverar melhor o fruto da oliveira tão necessário na alimentação. Hoje, há meios para fazer azeite de outros frutos cada um com as suas propriedades muito diversificadas e mais ou menos úteis à saúde.
O fruto da oliveira é o alimento antigo e clássico da culinária de hoje, regular nas dietas dos nossos dias e presente em toda a parte nas cozinhas. Além dos benefícios para a saúde, o azeite é um aditivo natural que dá à comida um sabor e aroma especiais.
Esta árvore já existia 3.000 anos A. C. e uma existente no Horto das Oliveiras é-lhe atribuída hoje a idade de 3 000 anos, portanto já existente no tempo de Cristo, conservada por acompanhamento técnico.
Este óleo, como se apresenta este produto da oliveira foi muito usado desde a época pagã a favor dos deuses e muito explorado na Bíblia pela religião monoteísta e continuou antes de Cristo e depois de Cristo nas unções e, não é por acaso que o ramo de oliveira, é o símbolo da paz.
O azeite é o produto mais exportado de Portugal, pelo menos o primeiro e, no fabrico, nos lagares do azeite, os azeiteiros, podem conforme o trabalho expresso qualidades das azeitonas
podem produzir diferentes tipos de azeite com mais ou menos acidez, mais fino ou menos.
Para além disso, no azeite, por pouco tempo para não ganhar ranço eram conservados os chouriços, mas o azeite ficava também rançoso e com mais acidez. Assim foi...pelo menos assim conheci...
Estas talhas foram usadas para guardar azeite e podemos ver a diferença, no exterior, das próprias talhas os efeitos corrosíveis do próprio azeite nas respectivas bilhas.
Normalmente estas talhas eram guardadas nas adegas perto dos pipos ou dos tonéis de vinho. Também em alternativa onde eram guardadas as salgadeiras e cereais.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O LIMPADOR





O LIMPADOR era um instrumento de trabalho imprescindível na casa do lavrador. Com ele era o milho expurgado da moinha e do pó através do movimento transmitido por uma roldana que fazia com que umas pás de um sarilho no interior fizesse vento e levar o pó e a moínha pelo ar, bem como transmitia movimento a um corpo inclinado por onde caía o milho sobre um gávito ( cesto ou outra coisa qualquer). O milho caía da muega por uma abertura no fundo da mesma e passava pelos crivos em movimentos baloiçados, saindo lateralmente pedras ou pedaços de carunhos, carolos que eram partes do caroço (massaroca ou sabugo) da espiga do milho, onde o milho se desenvolveu até secar e ser malhado.
Às vezes, para ficar bem limpo, repetia-se a acção.
Era usado também no centeio e aveia, mas os crivos do limpador eram mais finos, portanto tinha de haver mudança dos mesmos. 
Ao feijão também era feito o mesmo, mas depois eram usado os crivos ou peneira manuais com rede mais fina ou menos conforme os casos.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

"A tirada das batatas"






Estas mulheres de Dem andavam a apanhar batatas. Entre as batatas semeadas punham alinhamentos de couves. Por isso entre as couves que se vêem, elas lá andam de sachola na mão a procurar levantar a terra e por vezes lá cortavam uma batata porque não as viam. a não ser o pé que levava aos tubérculos.

Não era um trabalho fácil sobretudo porque passavam todo o tempo com o corpo quase em ângulo recto e, depois, para juntar os frutos faziam flexões com o corpo todo o tempo. Às vezes este trabalho juntava familiares, vizinhos, amigos e jornaleiros e alguma folia cantando, matando a sede com vinho, mas mais comum a água com limão. Na hora da merenda lá iam juntar-se à sombra para junto de um cesto, ou alcoviteira, ou até um a condessa onde era transportado azeitonas, ovos cozidos, pataniscas, chouriço, pão boroa, eu sei lá...O que cada podia em quantidade e qualidade. Era o momento mais agradável e havia que andar porque era preciso acabar o trabalho.

cadeirão

Um cadeirão de outros tempos. Esta foto é de um que existia na casa dos brasileiros e já serviu de modelo para pessoas que quiseram aproveitar o estilo.
Não é confortável como os da agora, mas é bem confortável para aquilo que parece.

Mesa de uma cozinha

Esta era uma cozinha grande na casa de um lavrador e a mesa só ocupava espaço. Estava embutida num dos armários como se fosse a porta do mesmo, onde eram guardadas coisas de uso na cozinha. Quando se trata de comer à mesa, era aberto o armário e a porta na vertical ficava em paralelo com o sobrado pousada sobre uma tábua mais ou menos à largura da mesa. Era bastante comum fazerem este aproveitamento para poupar espaço nas cozinhas.
Ainda hoje aparecem em casas novas coisas destas não só na cozinha, como nos quartos com as camas...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

AS CHOURIÇAS E OS CHOURIÇOS

Depois de retirado o fato iam lavar ao rio as tripas que aproveitavam para fazer chouriças de sangue e farinha e alguma gordura,as "farinhotas"; as curiosas de sangue,gorduras do véu do fato do porco; as de cebola com sangue, gorduras,couros,temperadas com sal,pimentão picante,doce e menta conhecidas pelas chouriças de sanguinhas e chouriças de carne feitas com carne depois de estarem um tempo em vinho e alhos "vinha d' alhos" e com os ingredientes de tempero das sanguinhas, estas, normalmente, eram chamadas de salpicões e feitas da tripa grossa embora houvesse chouriços de carne também em arco e o "pedro" do porco era o melhor, de melhor e grande febra.
Esperavam as chouriças o fumeiro que existiam sobre as grandes lareiras que por alguns dias, enquanto elas pingassem, não se podia subir para os bancos da lareira, nem para o "tibanco" que era o banco dos mais velhos da casa, o casal que já eram muitas vezes os avós.
Por baixo e na lareira eram feitas fogueiras que pudessem produzir fumo que, como fruto da combustão, também libertava o monóxido de carbono que inspirado podia matar por isso evitavam exageros para mais depressa secarem as chouriças.





Matar o porco

Depois o porco era "esqueimado" com tochas de palha centeio, ou aquilo que tinham à mão, como ramos de giesta seca... Era assim queimado o pêlo. Depois lavavam o porco e raspavam bem o couro com um caco de telha ou faca ficando todo o porco com o couro dourado. Só depois era erguido sobre o dorso, o lombo para ser aberto tirando tudo a começar pela colada que era o coração e pulmões, etc, depois abriam com muito cuidado o fato que era tudo o que estava dentro do peritoneu sempre bem lavado com água misturada com vinho.
No final pelos tendões de "aquiles" era dependurado de um dia para o outro para escorrer bem ou secar. Só depois era esquartejado.




Matança do porco

Quando chegava o tempo frio, isto é, entre Outubro e Março, o lavrador, chegado o tempo das matanças, o lavrador matava os seus suínos. Entravam 2 a 3 homens no curral e procuram dar-lhe uma laçada metendo-a no focinho e no maxilar direito para o puxarem para fora do curral até a um carro de bois que já estava preparado para isso e quatro homens lançavam-no deitando no carro com a cabeça sobre o cabeçalho do carro para o prender bem a ele com a corda. Enquanto o bichinho chiava bem alto metiam-lhe uma pedra na boca, prendiam-lhe as pernas e cada homem posicionava-se para não o deixar fugir e o matador, depois de bem segura com duas mulheres a posicionar o alguidar por baixo da gorja onde o matador com uma grande faca tipo lança incorporada que iria servir para dar "o golpe de misericórdia".

Pente das batatas

Este pente é um instrumento que se apensa a um arado para levantar as batatas para a tona da terra e, deste modo, há que haver pessoas que as apanhem...

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Manípulo de um curral

Um manípulo numa porta dum curral. Tenho fotografia de uma fechadura de madeira com chave de madeira de uma casa publicada no meu livro "Abrindo Portas", mas as portas dos currais usavam aldrabas de madeira. Aqui vemos como da parte exterior funcionava numa porta que registei a aldraba através de um manípulo bem grande

Gamela de padejar

Uma gamela para bater ou padejar a massa levedada e fazer dela a bola para colocar na pá de madeira comprida que com a qual se iria pôr em determinado campo do forno. Dentro desta gamela tem uma pá de ferro pequena, era a ferreta, que servia para limpar melhor os desperdícios da massa. Uma pá de madeira pequena para ajudar a escaldar e a andar com a farinha na masseira. Uma pá de ferro grande a que lhe para limpar o chão do forno, ou o lar do forno, das brasas e o vasculho para limpar o lar do forno das cinzas. Aqui se vê uma ferreta, uma pá de ferro terminada em forma de concha para apanhar melhor a boba do forno, ou lançar cinzas junto da porta antes da bosta, ou por cima da mesma em toda a volta.






O PORRÃO

Um porrão onde antigamente era guardado o pingue (gorduras do porco cozidas) e aí eram conservados alguns alimentos com rojões que aí se conservam por alguns meses. Era o congelador daquele tempo.
Também se utilizavam para salgar sardinhas que seriam conservados depois de tomadas de sal, outro conservante, e eram comidas mais tarde as ditas "sardinhas de salmoura"
Agora é tudo mais prático com as arcas ou os frigoríficos, embora quem queira "sadinha de salmoura" suponho que não têm outra solução, senão recorrer à forma antiga.
Não deve ser muito bom para a saúde.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

SEIRAS OU CESTAS

Esta foto de 1943 é de um romeiro a S. João de Arga e neste grupo vêem-se as seiras feitas de junco e outras mais largas e altas de verga com tampas de fechar que já tinham outro nome. Ainda as conheci muito bem, mas não recordo o nome. Faziam as vezes das Seiras de que já abordei. Teria o nome de cestas(?), agora me veio à cabeça?
Eram feitas de outros material, fitas de cana ou de vimes.
A Rosa Gomes Viana lembrou-me que os nomes mais conhecidos como as das seiras são alcoviteiras e as cestas de verga conhecidas por condessas.


Lavar um sobrado ou o soalho






Dois caixotes de assentar os joelhos para se esfregar o sobrado, o soalho, o chão, de madeira de pinho, carvalho...O caixote facilitava o trabalho porque este era feito de joelhos e evitava de os molhar, molhar roupa. Um tem asa e outro não. A asa ajudava a movimentar o caixote, normalmente, ao recuo, pois ia-se lavando e recuando do lavado para o sujo. Água, escova de (piacá) piaçaba e sabão amarelo. Foi coisa que me passou pelas minhas vivências de criança. Gostava de dar à minha mãe a alegria de chegar do campo a casa com as jornaleiras e ter almoço feito e casa lavada.